Desafio Dom Helder e EMGE apresenta seus ganhadores

Uma atividade inspiradora que mobilizou os estudantes para disseminar informações sobre acessibilidade e diversidade social. Este foi o propósito do Desafio Dom Helder e EMGE, que nesta sexta-feira (19) revelou a equipe campeã do projeto durante a live “Desafio Dom Helder e EMGE: Olhares sobre o Desafio e protagonismo discente”. A transmissão, realizada pelos canais de YouTube das escolas, contou com uma tradutora de libras em tempo real, Fabiana Moreira, para garantir o acesso a todos.

Iniciando a roda de conversa, o reitor da Dom Helder, Paulo Umberto Stumpf SJ, elogiou o projeto e destacou os desafios enfrentados durante a pandemia. “O título do projeto é muito oportuno, não só para a área de ciências sociais, como também manifesta uma urgência para nós. Se neste tempo está muito difícil avançar na conquista de novos direitos, talvez o grande mérito e o grande desafio para todos nós é o de resistir mantendo os direitos já conquistados”, disse o reitor.

Em sequência, o coordenador do Desafio, Luan de Amorim Moreira, convidou as professores da Dom Helder, Mariza Rios, Maria Carolina Reis e Helen Almeida, e da EMGE, Cristiano Lacerda e Renata Santana, para compor a roda de conversa. Abordando um assunto que gera dúvidas, a docente Helen Almeida discursou sobre o lugar de fala das pessoas sobre acessibilidade e diversidade social.

“Temos que entender que há pessoas que vão falar sobre suas experiências sobre o racismo e a falta de acessibilidade. Entretanto, ainda que eu não seja uma pessoa preta ou portadora de alguma deficiência, eu posso exercer o meu lugar de fala, a partir de uma postura respeitosa, com base em estudos. Eu preciso expandir o olhar e reconhecer que eu não faço parte dessa realidade sob aquele olhar de quem é atingido diretamente e cotidianamente por esses problemas que tangenciam o racismo e ausência de acessibilidade. Mas ainda assim, eu posso e devo tratar dessas questões e construir medidas e soluções”, destacou a professora. 

Durante a live, assuntos ligados à pandemia foram colocados em pauta, ressaltando o desafio do ser humano de ficar privado do convívio social e como isso afetou o desenvolvimento acessível e diverso da sociedade. Em sua fala, Cristiano Lacerda destacou o uso da tecnologia para a inclusão social dentro dos cursos. “Nós possuímos várias disciplinas transversais em que discutimos como entregar e desenvolver tecnologia acessível”, disse o professor ainda parabenizando os estudantes pelo protagonismo desenvolvido.

O desafio

A atividade  consistiu na criação e manutenção de um perfil no Instagram que divulgasse e engajasse as pessoas por meio de publicações informativas com o objetivo de problematizar e engajar em relação aos temas acessibilidade e/ou diversidade racial. Os estudantes participaram em equipes de 3 a 5 alunos e tiveram 10 dias para trabalhar no projeto.

Dando voz à diversidade racial, a equipe ganhadora foi a “Fala Raça” (@fala.raca), composta pelos alunos Thalles Gabriel de Oliveira, Pedro Gusmão de Morais, Gabriel Vicente Parreira, Arthur Xavier e Marcus Vinícius Santos. Os estudantes se destacaram com um conteúdo informativo e diverso que consistiu em conteúdos informativos e de entretenimento, como um mural de notícias e uma playlist musical.

Em segundo e terceiro lugar ficaram as equipes “Guia da Acessibilidade” (@guiadaacessibilidade) e “Tecnologia para Todos” (@tecno_paratodos), que fizeram publicações relacionadas à acessibilidade em todos os campos da sociedade, bem como o uso da tecnologia a favor das pessoas com deficiência.