Competição da EMGE aproxima os participantes ao mercado de trabalho

Protagonismo, inovação, incentivo, aprendizado, resistência. Essas foram as palavras de ordem que moveram o Simbora nesta sexta (28), sábado (29) e domingo (30). O evento contou com a participação de 122 estudantes, divididos em 23 equipes, que já começaram o hackathon com um desafio proposto na abertura realizada no último sábado (22).

Na sexta-feira (28) as empresas parceiras do Simbora apresentaram seus maiores problemas para que as equipes pudessem expor soluções em formatos de projetos neste domingo (30). Durante a noite de sexta e o dia inteiro do sábado, os participantes participaram de workshops, treinamentos, mentorias, bancas de validação e demais auxílios para impressionarem as empresas com suas propostas.

O professor de empreendedorismo da EMGE e também membro da equipe organizadora do Simbora, Mateus Bernardes, listou quatro justificativas que culminam em uma ampla experiência do participante. Segundo ele, durante o hackathon foi possível fazer networking, desenvolver habilidades pessoais e profissionais, estreitar o contato com o mercado de trabalho e ganhar visibilidade dentro da área.

“Todos nós que participamos do Simbora, incluindo mentores, organização e participantes, tivemos grandes chances de fazer networking, de conhecer pessoas interessantes, pessoas com interesses parecidos ou até mesmo pessoas com competências completamente diferentes da nossa e isso é riqueza, conhecer e fazer conexões. Com o Simbora tivemos a possibilidade de desenvolver a liderança, o trabalho em equipe, a resiliência, a superação de obstáculos, de tomar riscos, coisas que não necessariamente aprendemos lendo um livro”, destacou o professor.

Ele relembrou que por trás do Simbora existiam empresas reais que estavam “de olho” em todos os participantes do evento para buscar grandes talentos. “É uma chance de nos aproximar desse mercado da tecnologia que atualmente está bombando. Para 2022 existem algumas estatísticas que afirmam que haverá mais de 400 mil vagas no Brasil em tecnologia sem candidatos. Isso por si só já abre um alerta para quem tem curiosidade e interesse neste mercado que está em franca expansão”, explicou Bernardes.

O reitor da EMGE, Franclim Brito, durante sua fala no evento desejou sorte aos competidores e lembrou que o Simbora foi elaborado a partir dos eixos direcionadores da instituição que se baseia nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). “É uma honra apoiar projetos como o Simbora que fazem parte dos eixos norteadores do nosso projeto pedagógico que é fomentar ecossistemas de inovação, vinculando aspectos teóricos a práticos profissionais. Na medida em que empresas aceitam esse desafio de estabelecer proximidade com os estudantes, para que esses possam contribuir desde o seu processo de formação, essa proximidade vai muito além para a formação de profissionais a partir de demandas reais do mercado de trabalho”, diz o reitor.

Competição

A moderação do evento foi realizada pelo professor de inovação da EMGE, Rafael Lustosa, com apoio dos professores da EMGE, Aline Oliveira e Mateus Bernardes. Para apresentar os desafios aos competidores, o Simbora convidou Sabrina Garcia, membro do Marketing da Trie Engenharia, Elaine Stolf e André Medina, dos núcleos de Sustentabilidade e Inovação, da Andrade Gutierrez, Marcelo Machado, Gerente de Criatividade da Buildtech Autodesk, e Gabriela Ferolla, Diretora Executiva da Seall.

Durante os dias de evento os participantes se comunicavam por meio da plataforma de interação Discord, em que também entregavam as tarefas propostas e eram auxiliados pelos mentores e organizadores do Simbora. “Cerca de 60 profissionais apoiaram o desenvolvimento das soluções ao longo do fim de semana e o retorno que recebemos foi o melhor possível. Foram 44 horas de evento! O evento mais intenso que já promovemos até então. E valeu a pena cada minuto”, disse Aline Oliveira.

Final

“A capacidade de saber lidar com os imprevistos e superar com as melhores alternativas possíveis”, Guilherme Galvão Silva.

“Gostei muito da experiência, tenho certeza que vou usar o que eu aprendi em algum momento da minha vida”, Mateus Vasconcelos.

“Primeiro? Parece que a EMGE tem anos de experiência fazendo isso, parabéns mesmo”, Caio Ferreira.

“A experiência foi incrível”, Bella Brito.

Estas foram algumas das mensagens deixadas pelos participantes no chat da live da grande final do Simbora que foi realizada neste domingo (10). Foram dias intensos, de muito trabalho e aprendizado que culminaram em grandes projetos elogiados pelas empresas, mentores e organização do evento. O grande time ganhador foi a Equipe Alfa (Time 2) que apresentou um projeto inovador para Seall. O plano da equipe engloba a captação de energia para a iluminação de postes públicos através da energia cinética gerada no caminhar das pessoas em placas 100% recicláveis.

Ao final do Simbora chegaram 17 equipes que puderam apresentar seus projetos às bancas avaliadoras. Para a semifinal, as bancas encolheram apenas uma proposta por empresa para participar da final que foi realizada ao vivo pelo YouTube. Os ganhadores foram contemplados com bolsas de estudo de 100% para os cursos de Engenharia Civil e Ciência da Computação da EMGE, além de prêmios oferecidos por cada parceiro.

Os finalistas por empresas foram:

Andrade Gutierrez – Equipe Renov (Time 12)

Buildtech Autodesk – Equipe Methodo (Time 11)

Seall – Equipe Alfa (Time 2)

Trie Engenharia – Equipe TecZyoh (Time 10)

A banca final de avaliação contou com grandes nomes do mercado tecnológico de Belo Horizonte. Participaram Conrado Rabelo, da iCON Hub, Fabiano Birchal, da Iconee, Flávio Amaral, do Sistema FAEMG, Gustavo Porto, representante do Raja Valey, Leonardo Aguiar, da Aterra Ambiental, Mateus Bernardes, professor da EMGE, Rogério Vieira, coordenador do Núcleo de Inovação e Conhecimento (NIC) da EMGE, Sabrina Garcia, da Trie Engenharia, e Vinícius Roman, da NEO Ventures.

“As empresas parceiras saíram satisfeitas com as soluções apresentadas, os participantes terminaram o evento com uma bagagem de novos conhecimentos e habilidades desenvolvidas, a organização finaliza com o sentimento de dever cumprido. Temos certeza de que o Simbora não termina hoje. As oportunidades de desenvolvimento, networking e contratação permanecem. Colheremos bons frutos da primeira edição do Simbora por um longo tempo”, disse Aline Oliveira.

Durante a final também foi divulgada a equipe vencedora da Tarefa da Semana, que pedia uma uma identidade visual para cada grupo desenvolvida por eles. O ganhador foi o Time 7, Green Tech, que poderá aproveitar um dia de lazer no Campus III, da Dom Helder e da EMGE, em Casa Branca, Brumadinho.