Visita à Unidade III

Por Lindon John, estudante de Engenharia Civil da EMGE

Engraçado como as coisas funcionam! Desde antes mesmo de me matricular na EMGE já havia navegado por todo o site da faculdade. Dentre todas as informações, todos os conteúdos, aquela foto lá no final da página, parecendo um paraíso, foi o que mais me chamou a atenção, confesso. Essa foto era da Unidade III. Me permito dizer: O PARAÍSO.

Não só eu, mas a maioria da turma ficava questionando quando iríamos visitá-la. Afinal, também queríamos usufruir daquele espaço fantástico. Eis que chegou o dia, um raro sábado não chuvoso de outubro. Ah, como demos sorte, fez bastante sol e só não aproveitamos cada metro quadrado da Unidade III porque um dia só foi pouco (fica a dica, queremos mais).

Voltando ao início… A estrada para Casa Branca, Distrito de Brumadinho, onde está localizado o Campus, é uma das mais belas nas proximidades de Belo Horizonte. A parte mais bonita é quando entramos no Parque Estadual Serra do Rola Moça, uma área protegida de vegetação típica do Cerrado e com muitas curvas (minha estrada preferida).

Ao chegar no topo da primeira grande subida é possível avistar à direita grande parte de Belo Horizonte, Ibirité, Sarzedo e, ao fundo, Contagem e Betim (posso estar esquecendo de alguma outra, comentem aí se lembrarem). A esquerda não sei falar quais cidades vemos, mas é possível ver uma infinidade de montanhas durante o dia. Um belo contraste, não é? De um lado uma vasta área urbana e de outro uma vasta área rural.

Ao chegar no Campus, após passar por esse primeiro paraíso, vem o espanto (positivo) com um lugar tão bem cuidado e planejado. A espelho do que podemos ver quando estamos tendo aula na Unidade I, onde todos os ambientes são extremamente bem cuidados, a Unidade III era só o espelho do que vivenciamos todos os dias, entretanto, cercado de verde e com muita, repito, muita água. Para todo lugar que olhávamos tinha água corrente, fosse indo para um dos lagos que tem lá, fosse vindo do alto do terreno indo em direção a não sei aonde… É, era tanta coisa boa e bonita pra olhar que nem todos os detalhes foram possíveis de serem notados (mais uma desculpa pra voltar lá).

Nosso primeiro momento lá, depois de ter visto toda a infraestrutura do local, foi tomar café da manhã e ir fazer uma atividade orientada pelo professor Edmílson. A atividade foi em grupo e consistia em definir alguns conceitos dados por ele e que têm grande significado para o individual e para o coletivo. Após isso ficamos cerca de uma hora discutindo todos os conceitos abordados pelos grupos e quais são os impactos disso na sociedade e nas nossas ações. Foi uma atividade de grande importância para o desenvolvimento profissional e pessoal de cada um de nós alunos presentes, seja futuramente como engenheiros, seja hoje como estudantes.

Tendo fim a atividade do professor, foi o momento de começar as atividades dos alunos, se é que me entendem. Futebol, vôlei, ping pong, piscina, sauna, tiro ao alvo, dardos, fotos diversas (tão diversas que teve gente fazendo álbum até do violão), drone, conversas sobre viagens, futuro, aprendizado… A finalidade da atividade era promover uma maior interação entre os alunos fora do ambiente de aula. Bom, objetivo dado foi objetivo cumprido.

Tivemos almoço também e após encher o prato imagina o que fomos fazer? Aquela boa soneca da tarde… Não existiu. Não tinha tempo para descanso ali, parece que a própria conexão com a natureza, de forma tão intensa e sutil, dispensava até o café depois do almoço pra dar aquele empurrão. Foi como se eu nem tivesse almoçado, queria aproveitar o espaço, o momento, a conexão, meus colegas de turma que ali estavam. Não tinha ninguém triste ali, pelo menos até a hora de ir embora.

Os laços que existiam antes de irmos para lá se fortaleceram, seja entre os colegas de turma, seja entre cada um e a EMGE. É um espaço de interação e reflexão, nosso passeio foi marcado por esses fatores e diversão. O primeiro momento foi de reflexão, junto ao professor Edmílson, e o segundo momento de interação e diversão. Saímos de lá mais leves e mais conscientes e não foi algo forçado, foi algo natural que o espaço propicia.

Obs: Se este texto e os outros que aqui estão publicados não te fazem ter vontade de estudar aqui, você está lendo errado.