Sustentabilidade

Empresas de engenharia apresentaram projetos e soluções ambientalmente corretos.

Em sua quarta edição, o Congresso Internacional de Direito Ambiental apresenta como novidade a engenharia ambiental, em iniciativa da Escola de Engenharia de Minas Gerais (EMGE) e da Dom Helder Escola de Direito.  É a primeira vez que as duas instituições realizam um evento como parceiras, conforme destacou o Reitor da EMGE, Franclim J. Sobral de Brito, na abertura do evento, realizada na última quarta-feira (21).

O coordenador do curso de Engenharia Civil, José Antônio de Sousa Neto, explicou que ao longo dos trabalhos do IV Congresso empresas de engenharia apresentaram projetos e soluções ambientalmente corretos.  “Ao mesmo tempo que foi debatida a legislação ambiental, fizemos algumas com empresas inovadoras na área de sustentabilidade”, disse José Antônio.

Mas qual a relação entre Direito Ambiental e engenharia? José Antônio ressalta que a engenharia é crucial no desenvolvimento de tecnologia para substituir os processos ‘construtivos danosos ao meio ambiente’.

“Só a tecnologia não é suficiente, até porque a questão ambiental é, antes de qualquer outra coisa, uma questão ética e moral. E não existe solução que seja adequada se não tiver dentro dos conceitos éticos e morais. Neste aspecto, e também em grande medida, a legislação ambiental ajuda a estabelecer limites e rumos. Neste contexto, a Dom Helder e a EMGE não poderiam estar mais conectadas”, ressaltou o professor.

Para José Antônio, o Direito Ambiental deve ser compreendido em um contexto mais amplo, baseado em três pilares fundamentais: ‘econômico-financeiro, do próprio meio ambiente e o social-técnico’.

"No caso específico da EMGE, que também copatrocina o Congresso, o eixo principal é conhecido internacionalmente como ‘sustainable engineering’, que é o conceito da engenharia sustentável. E a engenharia sustentável, no nosso entendimento, é a engenharia do futuro”, destacou.

Tecnologia

A engenheira, professora e consultora da empresa Peoplenergy, Juliana Marreco, participou do segundo dia do IV Congresso. A Peoplenergy é uma empresa de consultoria e informação especializada em serviços de Inteligência e Gestão de Negócios no mercado de energia.

Marreco fez observações na mesma linha de pensamento do professor José Antônio. Ela apresentou dados de uma pesquisa divulgada recentemente pela Fundação Dom Cabral. O levantamento foi elaborado com 400 empresas e questionou sobre o que elas pensavam sobre sustentabilidade. Mais de 70% reconhece que a sustentabilidade é importante e capaz de criar valor para as empresas.

“No entanto, quando a gente olha na prática, apenas 36% dessas empresas têm alguma atitude no sentido de ser sustentável. Como engenheiros e pessoas atuantes temos obrigação de trazer isso para uma realidade mais próxima, de mostrar os caminhos da sustentabilidade, de pesquisar tecnologias de como fazer mais com menos. Sempre pensando que o planeta é único e daqui nada a gente joga fora, tudo acaba”.

Confira a entrevista do José Antônio de Sousa Neto: