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É preciso inovar rumo à Indústria 4.0, afirma presidente da FIEMG

Por Patrícia Azevedo
Repórter Dom Total 

Em tempos de crise, crescem os debates sobre formas de superar os entraves estruturais e macroeconômicos que prejudicam a competitividade da economia brasileira. Para o presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG), Olavo Machado Junior, a saída passa necessariamente pela Indústria 4.0.

“Quando falamos das políticas necessárias para tornar a indústria mais competitiva temos que lançar um olhar para o futuro. E neste caso, precisamos refletir sobre uma nova era que se avizinha para a indústria, a chamada Indústria 4.0”, apontou Olavo, durante aula inaugural na Escola de Engenharia de Minas Gerais (EMGE), em Belo Horizonte. 

Conceito de Indústria 4.0

Apresentado pela primeira vez na Feira de Hannover, em 2011, o termo faz referência a um novo conceito de indústria, que engloba as principais inovações dos campos de automação, controle e tecnologia da informação aplicadas aos processos de manufatura. “A indústria 4.0 representa a incorporação da digitalização à atividade industrial, abrindo enorme potencial para revolucionar e flexibilizar os processos de produção e a logística”, explicou o presidente da FIEMG.

Para colocar em prática esse novo modelo, são utilizadas ferramentas como a modelagem em 3D, bases de dados em nuvem, robótica avançada e inteligência artificial, que controlam de forma mais precisa a produção e estoques na cadeia produtiva. “O uso dessas tecnologias tende a elevar de forma estrondosa a produtividade das unidades fabris, a qualidade dos produtos, reduzir custos, e, ao mesmo tempo, viabilizará a produção mais ajustada às características e necessidades de cada nicho de mercado”, apontou Olavo.

Engenharia brasileira preparada?

O presidente lançou então um questionamento aos estudantes, que lotaram o auditório da Escola: ‘a engenharia brasileira está preparada para este novo momento?’ Em vários países desenvolvidos, como na Alemanha, China, Japão e Coréia do Sul, a Indústria 4.0 já está no centro das estratégias de política industrial, lembrou Olavo. “Mas grande parte da indústria brasileira atual ainda está muito distante dessa realidade”, constatou.

Segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada em 2016, 42% das empresas desconhecem a importância das tecnologias digitais para a competitividade da indústria e 52% das indústrias não utilizam nenhuma tecnologia digital. “Nós precisaremos nos integrar ao mundo para saltar etapas no processo de desenvolvimento tecnológico. A indústria 4.0 exigirá muitos investimentos nas empresas tradicionais”, avaliou Olavo. 

O presidente ressaltou, no entanto, que as empresas não irão automaticamente desfrutar de ganho de competitividade e de crescimento econômico graças à indústria 4.0. Será preciso investir na formulação de políticas econômicas e pilares que permitam a implementação, o uso e a expansão tecnológica. 

“A engenharia desempenha um papel de grande importância neste processo. A disciplina está fortemente presente em todos os fatores essenciais para a indústria e para a economia do futuro”, disse ao presidente, que destacou os investimentos em educação e pesquisa realizados pelo sistema FIEMG. Um dos projetos, denominado FIEMG Lab, está em busca de startups para participar de programas de aceleração. 

“E neste sentido, gostaria de parabenizar, mais uma vez, a iniciativa da Escola de Engenharia de Minas Gerais em investir e prover o nosso estado e o nosso país de capital humano para influenciar positivamente esse ambiente”, completou.

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