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Padre Paulo U. Stumpf SJ*, Jesuíta, Diretor Executivo da EMGE e Reitor da Dom Helder
Padre Paulo U. Stumpf SJ*
Jesuíta, Diretor Executivo da EMGE e Reitor da Dom Helder
Em 1534, um grupo de estudantes da Universidade de Paris decidiu criar uma Ordem Religiosa, a Companhia de Jesus. Estes universitários foram motivados por um ousado sonho: fazer da educação um serviço ao desenvolvimento cultural e científico da humanidade.

Em 1556, quando faleceu Inácio de Loyola, o líder daquele grupo de amigos da Universidade de Paris que passaram a se chamar “jesuítas”, já havia na Europa mais de 200 colégios da Companhia de Jesus.

Com a percepção de que a evangelização dos povos implica também no desenvolvimento humano através da arte, da técnica e da ciência, em meados do século XVI, os jesuítas iniciaram um movimento cultural, o Barroco. Logo este movimento se estendeu as mais diversas áreas, como a engenharia, a arquitetura, amúsica, a escultura, a pintura, o teatro etc. e ganhou o mundo alcançando séculos de vigência.

Dentre estes primeiros jesuítas, chegaram ao Brasil (Salvador – Bahia), no dia 13 de Julho de 1553, José de Anchieta, Manoel da Nóbrega, entre outros companheiros, seguidos, mais tarde (1614), por Antônio Vieira.

Anchieta adentrou o sertão do Brasil, aprendendo o idioma Tupi, catequizando e ensinando Artes e Latim aos povos indígenas. Escreveu a primeira gramática da Língua Tupi. Em 25 de janeiro de 1554, fundou o Colégio de São Paulo, no então Planalto Piratininga, que se tornou sede do embrião da Cidade e Estado de São Paulo e data de seu aniversário. Em 1759, o Brasil tinha 20 Colégios e 12 seminários jesuítas.

Igreja Sede da Companhia de Jesus, Roma, considerada o marco inicial do Barroco
Igreja Sede da Companhia de Jesus, Roma, considerada o marco inicial do Barroco
Para o desenvolvimento das obras educacionais, em 1599, os jesuítas elaboraram uma primeira edição do documento denominado Ratio Studiorum, o qual é proclamado pela história como a primeira sistematização da avaliação da aprendizagem, além de esboçar preceitos para a gestão acadêmica.

Atualmente, a Companhia de Jesus conta com mais de 2 mil colégios e uma rede internacional com mais de 200 universidades.

Assim como o primeiro colégio do Brasil, também a primeira universidade particular brasileira, a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) também foi criada pelos jesuítas, em 1947.

Somando-se à PUC-Rio, os jesuítas atuam no Brasil em centros de pesquisa, comunicação, obras sociais, educação popular, colégios, paróquias e centros de espiritualidade. Além de Universidades Federais e outras Instituições, os jesuítas trabalham em obras educacionais próprias com Graduação e Pós-Graduação: Escola de Direito Dom Helder (MG), Escola de Engenharia – EMGE (MG), UNISINOS (RS), UNICAP (PE), FEI (SP), FAJE (MG) e PUC-Rio.

Georgetown University Washington, D.C, uma das 27 universidades jesuítas dos EUA
Georgetown University Washington, D.C, uma das 27 universidades jesuítas dos EUA
A Escola de Engenharia de Minas Gerais – EMGE e a Escola de Direito Dom Helder, as quais tenho o privilégio de dirigir na condição de padre jesuíta, sentem-se felizes por pertencerem à tradição educacional da Companhia de Jesus. Procuram efetivar nos desafios da atualidade o ousado sonho dos jovens universitários de Paris – os primeiros companheiros jesuítas.

O Projeto Pedagógico da EMGE e da Dom Helder tem como fundamento a Pedagogia desenvolvida pelas Instituições Jesuítas de Ensino. Numa alusão ao fundador da Companhia de Jesus, Santo Inácio de Loyola, a Pedagogia Inaciana nasceu da metodologia e orientações de seus Exercícios Espirituais, com uma primeira sistematização na Ratio Studiorum.

Emblema da Companhia de Jesus: IHS em alfabeto latino das três primeiras letras do nome Jesus em Grego: ΙΗΣΟΥΣ.
Emblema da Companhia de Jesus: IHS em alfabeto latino das três primeiras letras do nome Jesus em Grego: ΙΗΣΟΥΣ.
Dentre os princípios da Pedagogia Inaciana elaborada pela EMGE e pela Dom Helder está o ensino personalizado, o estudante como protagonista de sua aprendizagem e a motivação de se buscar sempre e em tudo o máximo (do Latim: "Magis") desenvolvimento intelectual, tecnológico e científico.

Sob a inspiração de seu Patrono São José de Anchieta, a EMGE tem como missão "promover o Ensino Superior nas áreas de Engenharia com qualidade de excelência, através de uma metodologia de ensino personalizada para o máximo desenvolvimento científico e tecnológico sustentável".





*Paulo Umberto Stumpf

Graduação em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (1993), graduação em Bacharel em Filosofia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (1989), Licenciatura Plena em Filosofia pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (1990), graduação em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (1997), mestrado em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (1997) e doutorado em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (2004). Reitor da Escola de Direito Dom Helder Câmara.Diretor Executivo da Escola de Engenharia – EMGE. Diretor-Presidente da Fundação Movimento Direito e Cidadania e Diretor Geral da Revista Eletrônica Dom Total.
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