Alunos participam de atividades de formação humana

Dando seguimento ao processo continuado de formação humana oferecido à comunidade acadêmica, a Escola de Engenharia de Minas Gerais (EMGE) promoveu, neste mês, duas atividades na Unidade III, localizada em Casa Branca/Brumadinho. A primeira delas – o Encontro Acadêmico (Encad) – foi voltada aos alunos do 1º período dos cursos de Engenharia Civil e Ciência da Computação. Foi realizada no dia 16, sob a coordenação dos jesuítas Carlos Cesar e Paulo Veríssimo.

De acordo com Carlos César, o Encad é uma oportunidade para ultrapassar a concepção de que um saber técnico, pautado apenas na eficiência, seja suficiente. Com vivências que foram do jogo de arco e flecha à prática de esportes, conciliados com um momento de reflexão e diálogo, os estudantes compartilharam momentos de profundo aprendizado e crescimento humano. Na parte da tarde, puderam desfrutar das belezas da Unidade III.

Travessia

Já no último sábado (23) ocorreu o Emge na Travessia, aberto a estudantes a partir do segundo período. “A excelência acadêmica é um imperativo para a Escola, porém ela não se contenta apenas com essa excelência. Propostas como estas visam a formação humana e o desenvolvimento da pessoa, para além do acadêmico. Cada vez mais a Escola tem investido neste ponto”, explica Carlos César.

Segundo o jesuíta, o EMGE na Travessia consiste numa experiência de imersão comunitária conduzida, cujo objetivo é a aproximação com a natureza e o estreitamento de vínculos entre os discentes.  “Ademais, a metodologia, seguindo o Modo Inaciano, favorece o autoconhecimento, a partilha e a reflexão sobre os limites, os desafios e as possibilidades de cada um”, completa Carlos César.

O jesuíta Paulo Veríssimo e o professor Agripa Mayrink também participaram da condução da atividade, que ocorreu nas trilhas do Parque Estadual da Serra do Rola Moça, num trajeto de aproximadamente 6km. Após a trilha, o grupo seguiu para a Unidade III, para o almoço, descanso e convivência. “A Travessia, para mim, foi como um ‘stop’. Estava indo a milhões por hora, sem apreciar as pessoas e o caminho, apenas com foco no final. O automático estava sendo meu lema de vida, mesmo sem perceber! Essa parada veio para fazer o novo”, conta a aluna Estefany Santos, que cursa Engenharia Civil.

Para o estudante Wendel, também da Engenharia, a atividade foi uma aventura e um convite à reflexão e ao autoconhecimento. “Não era só uma simples visita à Serra do Rola Moça. Isso ficou claro nas pausas realizadas e nas propostas de mudar nossas perspectivas, oferecidas por nossos guias. Às vezes é necessário abandonar os caminhos que nos levam sempre a lugares que já estivemos. Às vezes é necessário mudar para crescer, e assim evitar atitudes retrógradas”, afirma Wendel. De acordo com o estudante, as reflexões propostas fortaleceram seus valores e estimularam os participantes a transcender a zona de conforto formada na rotina do cotidiano.

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