A Engenharia por trás dos fogos de artifício

– Por Jonathan Cezario, estudante do 2º período de Engenharia Civil da EMGE

Você já parou para pensar como os fogos de artifício são feitos? Como é possível observarmos “explosões” com diferentes cores no céu em dias de festa?

Fogos de artifício são compostos basicamente por pólvora (mistura de enxofre, carvão e nitrato de potássio) e por um sal de um elemento determinado (este é quem irá emitir a cor da luz produzida na explosão).

Através de dois fenômenos, a incandescência e a luminescência, conseguimos explicar como são originadas as cores observadas em um show de fogos de artifício.

A incandescência é a luz produzida pelo aquecimento de substâncias. Quando se aquece um metal, por exemplo, ele passa a emitir uma radiação eletromagnética que pode ser visível aos nossos olhos.

Já a luminescência é a luz produzida a partir da emissão de energia, na forma de luz, por um elétron excitado, que ao retornar ao nível de energia anterior libera um fóton. Desta forma, como os átomos de cada elemento possuem elétrons com níveis de energia diferentes conseguimos obter cores variadas utilizando diversas substâncias.

Nesta ultima terça-feira (02/10/18), um grupo de alunos do segundo período de Engenharia Civil da EMGE apresentou seu experimento no laboratório de química, com base nas diferentes colorações dos fogos de artifício. Denominado fogo colorido, neste experimento eles fizeram uso do Mg (Magnésio) que quando aquecido em uma chama libera uma radiação visível aos nossos olhos, deixando a chama branca. Também utilizaram  CuSO4 (sulfato de cobre) para produção do chama verde, NaCl (cloreto de sódio) para produção do chama amarela e o KI (iodeto de potássio) para produção do chama lilás.

Dessa maneira, os alunos explicaram como os fogos de artifício têm cores variadas, pois, fazem o uso de alguns fenômenos com diferentes metais e sais, deixando os nossos momentos festivos repletos de brilhos e cores e cada vez mais, inesquecíveis.

O interessante foi observar que os alunos se divertiram, por mais que estando no meio acadêmico é comum ficarem muito atarefados. A parte legal está em como eles aprendem com este esforço, não apenas para a prova, mas sim para vida.

Que a partir de hoje não sejamos como brilho dos fogos de artifício que explodem com várias cores e nos alegram, mas por um breve momento. Que sejamos como o brilho de uma estrela que brilha constantemente e que mesmo ao morrer, a anos luz , alguém ainda verá seu brilho” – Jonathan Cezario.

 

 

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